Tudo começa a ficar complicado quando se engravida. É a melhor e a pior coisa para uma esposa. Digo a melhor, porque estar grávida é simplesmente mágico. É um momento de realização para qualquer mulher, momento em que ela se completa verdadeiramente. Enquanto se está grávida, todas as atenções são voltadas para você. Você é mimada, paparicada. É uma delicia, confesso.
Pior, porque a esposa tem que seder espaço para a pessoa da mãe. O corpo muda, você se sente gorda, e realmente está (risos). Apesar de não ter engordado muito, por várias vezes não me sentia atraente ao ponto de despertar o desejo do meu companheiro. Tive que sublimar meus desejos e necessidades.
Depois que o Rapha nasceu, teve o resguardo. Quarenta dias sem que sexo por recomendação médica. Nesse período, nem que querendo. Aí é que tudo foi para os ares mesmo.
Mas é tanta novidade, são tantas descobertas, tantos desafios com o pequeno bebê, que sexo ficou em segundo plano. Na verdade a esposa ficou em segundo plano. Só existe a mãe. Tudo gira em torno do Rapha, todas as atenções são para ele.
E conforme o tempo vai passando, vou me acostumando com o papel de mãe, e tento, aos poucos resgatar a esposa, a mulher que adormeceu dentro de mim.
Falta tempo e por vezes vontade.
Toda minha energia esta voltada para cuidar do Rapha e sendo usada para conhece-lo a cada dia.
Amo todos os momentos em que estou com ele e faço com que esses momentos sejam prazeirosos para nós dois.
O grande desafio que terei pela frente é o de resgatar meus desejos, minha vaidade, minha auto-estima e conciliar o papel de mãe, esposa e mulher