quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ser mãe...

Segue texto de autor desconhecido como homenagem ao dia das Mães...

"... Estávamos almoçando quando minha filha menciona que ela e meu genro estão pensando em “começar uma família”. Ela me pergunta, meio que de brincadeira: “você acha que eu devo ter um bebê?”. Cuidadosamente, eu digo: “isto mudará a sua vida.” “Eu sei”, ela diz, “nada de dormir até tarde nos fins de semana, nada de férias espontâneas.. .”. Mas não foi isto que eu quis dizer.

Eu olho pra minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Quero que ela saiba o que nunca aprenderá em um curso de casais grávidos.

Quero dizer-lhe que as feridas físicas de dar à luz irão curar-se, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará pra sempre vulnerável. Quero assegurá-la que ela eventualmente perderá o peso ganho na gravidez, mas ela jamais se sentirá a mesma. Que as cicatrizes e estrias possíveis se tornarão medalhas de honra.

Olho para suas unhas impecáveis, sua roupa elegante e penso que, não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível mais primitivo. Que um grito urgente de “MÃE!” fará com que ela derrube seu melhor cristal sem hesitar nem por um instante.

Penso em alertá-la de que nunca mais irá ler um jornal sem se perguntar: ”e se fosse meu filho?” . Que cada acidente de avião, cada seqüestro relâmpago irá lhe assombrar. Que, quando ela ver crianças com fome, ela olhará para as mães e se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela abriria mão da sua vida num segundo para salvar seu bebê, mas que ela também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Quero que ela saiba que as decisões do dia a dia não serão mais rotina. Que uma ida ao Mc Donalds e o desejo de um menino de 5 anos de querer ir ao banheiro masculino ao invés de acompanhá-la no feminino, pode se tornar um dilema considerável. Que exatamente ali, em meio a bandejas e gritos de crianças questões de independência, podem ser contrabalanceadas com a possibilidade de haver um perigo a espreita no banheiro.

Deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira. Ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Mesmo com uma escolinha, ela um dia entrará em uma reunião importante de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Terá que usar cada milímetro de sua disciplina para não querer voltar correndo pra casa, apenas para ter certeza que seu bebê está bem. Quero que ela saiba que por mais decidida que ela possa estar no trabalho, ela se questionará constantemente como mãe.

Ela deveria saber que o relacionamento dela com seu marido mudará, mas não de forma como ela pensa. Queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas no bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Ela deveria saber que se apaixonará por ele por razões que ela jamais imaginaria.

Gostaria de descrever a ela a enorme alegria de ver seu filho andar de bicicleta, a descobrir as primeiras palavras, ao dar os primeiros passos. Gostaria de descrever para ela a euforia de ver seu filho a aprender a chutar a gol, a dar seu 1º mergulho. De traduzir a ela a emoção de ver seu pequeno falando: “mamãe, eu te amo”. Gostaria de mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê ao tocar o pelo macio de um cachorro pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria, tão real que chega a doer.

Finalmente a digo: “VOCÊ NUNCA SE ARREPENDERÁ!”

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho o mais maravilhoso dos chamados: este presente abençoado que é ser mãe!”